REVIEW | From Dusk Till Dawn 1x07: Pandemonium [SPOILERS]

Let me ask you this: is this really where we belong? It’s true… we put on a good show, and we have a hell of a good time, too. But is this really what we deserve: to crawl at the feet of our masters? We are so much more than slaves. We’re brothers and sisters. We share the same struggle. And the truth is: they are weak. And we’re strong. Showtime!

Começou, galera! O sétimo episódio de From Dusk Till Dawn veio pra mostrar com o que realmente estamos lidando aqui. E não é pouca coisa: estamos diante de um liquidificador de humanos. Literalmente. Isso porque, em um ritmo frenético de ação e de revelações, descobrimos que o bar Titty Twister está localizado em cima de um templo, e que todo o sangue que lá é derramado escorre em sacrifício. (Não me arrisco a dizer pra quem é esse sacríficio, porque fiquei um pouco confusa com aquela história dos 9 deuses).

Faço só uma pausa pra dizer que isso lembra muito "Buffy, A Caça-Vampiros". Sunnydale (cidade fictícia onde morava a protagonista) ficava em cima da “Boca do Inferno”.

Mas voltemos ao nosso foco. O episódio começa com um monólogo da nossa querida semideusa – que um dia já foi representada por Salma Hayek – Santanico Pandemonium. O seu discurso (que está transcrito logo no começo dessa review) viria a ser reprisado e melhor contextualizado no decorrer do episódio (achei essa uma boa sacada dos roteiristas… deixa a série com uma cara mais inteligente). Logo após, ela dança sensualmente por alguns minutos, ocasião em que protagoniza uma cena de causar arrepios nos amigos podólatras. Esse “show” da Santanico é uma das coisas mais icônicas do filme, eu estava preocupada de que a série não conseguiria reproduzi-lo de uma maneira eficiente (tal qual aconteceu com o discurso “pussy, pussy, pussy” de boas-vindas no episódio passado). Mas conseguiu. Eiza Gonzalez também sabe ser sexy.

Ainda enquanto acontece a dança, o ranger Freddie, recém-chegado ao Titty Twister, consegue avistar os irmãos Gecko e logo vai atrás deles e enfia uma faca na já-suficientemente-danificada mão de Richie. Isso desperta a fúria de Santanico, que logo se transforma na sua versão vampira. Daí em diante o que temos se resume bem em uma palavra: LOUCURA. Muita violência, muitos pescoços mordidos e sangue esguichando. Um pouco perdidos no meio disso tudo, o nosso quinteto de personagens principais (irmãos Gecko + a linda família Fuller) passa então a ter que lutar e se defender.

A série consegue acertar também na maneira de exibir a evolução dos personagens de acordo com suas reações – de susto, de incredulidade, e de fé – às ameaças extremas. Quase todos eles exibem grandes mudanças em “Pandemonium”, já que o contexto os leva a adotar uma postura de sobrevivência e a tomar medidas alheias ao que estão acostumados. Descobrimos, por exemplo que Scott tem mesmo algo de Bruce Lee em suas veias, e que, quando ele luta, tende a pegar pesado na violência. No final do episódio, já nem sabíamos mais onde ele tinha ido parar. Nem imagino o que possa acontecer com o personagem daqui pra frente, mas eu acredito que esse seu gosto por pancaderia ainda seja mais explorado. Mas não estranharia também se o destino dele, no final, seja o mesmo do filme. Kate, por sua vez, demonstra mais dificuldades que o irmão em lidar com essa situação louca de matar vampiros e continua se apegando à fé. Jacob, pai dos dois, não tem muito destaque dessa vez. Nem fez falta.

Já Seth e Richie discutem por bons minutos. Talvez seja essa uma das poucas ressalvas que eu faço do episódio. Sabemos que Richie não é muito confiável, mas termos que ficar ouvindo uma briguinha redundante de irmão-com-sentimento-ferido e blablabla não colaborou muito pro andamento do episódio. Até porque, no final, terminamos com uma (ótima) mudança maluca de roteiro que tira Richie de cena, sabe-se lá pra onde. Ainda assim, afirmo que esse “defeitinho” não foi nada que comprometesse o capítulo como um todo.

Concluindo, portanto, Pandemonium foi um episódio muito louco! Não sei nem dizer isso de outra forma, “muito louco” é a expressão mais propícia. A série passa a pegar realmente pesado na violência, com toda essa aura maravilhosamente trash e desordenada que Robert Rodriguez sabe criar tão bem. Os personagens se desenvolvem satisfatoriamente. Para que isso seja constatado basta analisar como eles estavam no começo do episódio, e como ficaram ao final dele. Carlos e Santanico foram os responsáveis pelas melhores reviravoltas do episódio e por mover, quase sozinhos, toda a mitologia. Eles são os que ainda têm muito mais cartas na manga pra revelar aos espectadores. Muita tensão ainda deve vir por causa deles, e muito sangue também. Vamos esperar nosso próximo drink, cada vez mais empolgante, no inferno.
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